O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou a decapitação de um refém norte-americano raptado na Síria em 2013, Peter Kassig, e de pelo menos quinze homens apresentados como sendo soldados sírios, num vídeo divulgado este domingo.

As imagens mostram os jihadistas e os soldados a marcharem aos pares, uns atrás dos outros. De seguida, as imagens mostram os jihadistas a servirem-se de uma longa faca para atirarem as vítimas ao chão e decapitá-las.

Foi também através deste vídeo que o EI reivindicou a execução por decapitação de Peter Kassig.

Segundo a Reuters, o vídeo não mostra a decapitação, mas um homem de cara tapada com uma cabeça coberta de sangue a seus pés.
 
«Este é Peter Edward Kassig, um cidadão dos Estados Unidos», diz o homem não identificado.
 
 O vídeo ainda não foi confirmado como autêntico pelo governo dos EUA.


Barack Obama não quer aliança com governo Sírio

O Presidente norte-americano já tinha afirmado, este domingo, na Austrália, que a coligação internacional que combate o grupo Estado Islâmico ficaria enfraquecida no caso de uma eventual aliança com o Governo sírio.

«Na nossa opinião, fazer uma causa comum com (o Presidente sírio Bashar al-Assad) contra o Estado Islâmico enfraqueceria a coligação», disse Barack Obama, numa conferência de imprensa, no âmbito da cimeira dos países do G20, na cidade australiana de Brisbane.

Para o Presidente dos Estados Unidos, Bashar al-Assad «perdeu completamente a sua legitimidade aos olhos da maior parte dos países».