A polícia peruana desmantelou uma organização criminosa que raptava pessoas para lhes extrair gordura. O gangue operava numa zona remota da selva e são suspeitos de matar mais de 60 pessoas em rituais macabros. As vítimas eram raptadas e esquartejadas para lhes retirarem gordura que, depois, era vendida.

O estranho e arrepiante crime era conhecido há muito tempo no vale de Huallaga. Mas quem sabia também tinha medo de ser raptado e calava-se. A polícia não revelou como soube da existência da organização criminosa, mas o fim do pesadelo começou há dois meses.

Esta semana, em lima, foram apresentadas fotos de três suspeitos detidos e substâncias apreendidas na casa dos horrores: descrito como um casebre no meio da selva, onde funcionava uma espécie de laboratório. Era ali que as vítimas eram esquartejadas, retirados os seus órgãos e, depois, a gordura. O processo obedecia a um ritual macabro durante o qual, por exemplo, eram colocadas velas por baixo dos cadáveres pendurados, de modo a fazer derreter a gordura.

Nas imagens podemos ver os suspeitos a levar os investigadores aos locais onde foram enterrados os restos não aproveitados das vítimas.

O gangue, composto por 10 homens e mulheres de Huánuco e Lima, era uma espécie de irmandade oculta. Cada um tinha uma tarefa específica: uns decapitavam as vítimas, outros retiravam os órgãos, outros encarregavam-se da destilação da gordura e outros, ainda, do seu posterior envio para a capital peruana. Era aqui que o líquido (gordura) era engarrafado e vendido a mais de 10 mil euros o litro no mercado negro.

Vários peritos médicos contactados pela «Associated Press» levantaram dúvidas quanto ao destino deste sinistro produto. A polícia acredita que eram enviados para fabricantes estrangeiros de cosméticos, protectores solares e até medicamentos anti-cancerígenos.