A rede LGBT (lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e trangéneros) da Rússia está a negociar com vários países o acolhimento de dezenas de homossexuais, que fugiram da perseguição na Chechénia, de acordo com a BBC. Ao todo, são cinco os países que se disponibilizaram para ajudar.

Linas Linkevicius, ministro dos Negócios Estrangeiros da Lituânia, confirmou a presença do país na lista dos cinco voluntários para acolher homossexuais chechenos e disse à BBC que “é muito importante agir, porque estes homens estão a sofrer”.

Linkevicius não revela quais são os restantes países, mas descreve-os como “aliados”. Já há nove homens com vistos para viajar e dois deles foram já acolhidos na Lituânia. O político realça que estão a cuidar dos “cidadãos russos, cujos direitos foram abusados”, sendo isto uma “mensagem implícita” para a Rússia.

Relatos de um incremento da perseguição aos homossexuais na Chechénia surgiram em inícios do último mês de abril, numa reportagem do jornal Novaya Gazeta. Na altura, segundo a BBC, ficou a saber-se que mais de cem homens foram torturados num centro de detenção perto de Argun. Foram confirmadas, pelo menos, três mortes.

Quando questionado sobre o assunto, o Governo negou os factos e disse que não existiam ali homossexuais.

Enquanto não conseguem asilo, vários homens estão escondidos, com ajuda da rede LGBT russa.

No início deste mês, já foi apresentada uma queixa no Tribunal Penal Internacional em que a Chechénia é acusada de genocídio contra os homossexuais.