A debandada em Meca, que causou a morte a mais de 700 pessoas na quinta-feira, foi responsável por 131 vítimas fatais de nacionalidade iraniana, indicou hoje uma organização de Teerão.

“O número de mortos passou a 131, com 60 pessoas feridas. É possível que este número ainda aumente”, declarou Saïd Ohadi, líder da organização de peregrinação iraniana, citado pela agência oficial Irna.


Segundo o último balanço divulgado pela Proteção Civil da Arábia Saudita, 717 pessoas morreram e mais de 860 ficaram feridas. A tragédia aconteceu depois de um choque entre uma multidão que abandonava o local de culto e outra que se aproximava do local do apedrejamento simbólico de Satanás. 

A tragédia desta quinta-feira é já considerada a pior da peregrinação anual muçulmana nos últimos 25 anos. Em 1990, um incidente semelhante ao de hoje fez quase 1500 mortos.
 

Papa manifesta solidariedade com muçulmanos após tragédia em Meca


O papa Francisco manifestou, na quinta-feira, solidariedade com os “irmãos muçulmanos” pela tragédia ocorrida da cidade saudita de Meca.

“Queria que a minha saudação tivesse sido mais calorosa”, disse o sumo pontífice no início de uma homilia na catedral de St Patrick, nos Estados Unidos da América (EUA), expressando a sua “proximidade com a tragédia que as pessoas sofreram em Meca”.

“Neste momento de oração uno-me e junto-me em oração com Deus, nosso pai todo-poderoso e misericordioso”, disse Francisco.