O presidente da Junta da Galiza, Alberto Feijoo, defendeu, nesta quarta-feira, que a união entre Portugal e Espanha é "uma boa ideia", destacando os benefícios de juntar dois povos que falam duas das línguas mais faladas do mundo.

A união entre os dois países "é uma velha aspiração", assumiu, em declarações à agência Lusa, o responsável do governo da comunidade autónoma da Galiza, à margem da apresentação do Guia Michelin Espanha e Portugal 2016, em Santiago de Compostela.

Alberto Feijoo disse acreditar que "o melhor seria fazer uma grande Ibéria, com 60 milhões de cidadãos" e acrescentou: "Os portugueses são nossos irmãos. Sentimo-nos meio portugueses meio espanhóis."

O responsável apontou as vantagens desta união, no seu entender: "Um país grande em culturas, um país irmanado com dois idiomas muito importantes - o espanhol, que nos une com uma comunidade de mais de 500 milhões de cidadãos e o português, que nos une com a lusofonia, com outros 250 milhões de cidadãos."

Ironizando, Alberto Feijoo acrescentou que o problema seria "onde fazer a capital", mas lembrou que "as capitais mais importantes do mundo têm mar".

"Lisboa tem mar, Madrid não. Mas se não houver acordo podemos pôr em Santiago de Compostela. Os nossos amigos portugueses estariam a favor, aos madrilenos teríamos de convencê-los", observou.

Questionado sobre se esta não é uma posição polémica, num momento em que a Catalunha discute a sua independência, o presidente da Xunta da Galiza desvalorizou.

"Essas coisas passam. O mundo vai em direção contrária, em fazer países maiores, agrupamentos maiores", argumentou, exemplificando que a União Europeia "tem 500 milhões de cidadãos".