Uma mulher britânica condenada à morte na Indonésia por tráfico de droga criticou a execução "sem sentido e brutal" de dois australianos e manifestou receio de ser a próxima a enfrentar o pelotão de fuzilamento.

Os traficantes Andrew Chan e Myuran Sukumaran foram executados na quarta-feira juntamente com outros cinco estrangeiros e um indonésio, apesar da onda de críticas da comunidade internacional e de súplicas por parte das famílias.

Lindsay Sandiford, que se encontra na mesma prisão onde estiveram os australianos em Bali, disse que os dois eram "homens reabilitados, bons homens que transformaram a vida das pessoas à sua volta".


Brasileiro não estava consciente do que lhe ia acontecer

O brasileiro que também foi executado na Indonésia, um homem que sofria de doenças mentais, não estava consciente do que ia acontecer no momento em que enfrentou o pelotão de fuzilamento, segundo o seu advogado e um padre.

Condenado à morte por tráfico de droga, Rodrigo Gularte, de 42 anos, foi executado juntamente com outros seis estrangeiros na quarta-feira, apesar dos apelos da sua família, que indicou que sofria de esquizofrenia paranóide.

"Tinha uma mente delirante", disse à AFP o seu advogado Ricky Gunawan, explicando que o brasileiro não foi capaz de compreender a realidade quando recebeu o aviso de que a sua execução seria dentro de 72 horas.