O Tennessee aprovou o regresso à cadeira elétrica para executar presos condenados à morte. E o Wyoming está a ponderar reintroduzir um pelotão de fuzilamento. No meio de problemas com o acesso às drogas necessárias para injeções letais, os estados norte-americanos que permitem a pena de morte estão a voltar a métodos do passado.

O governador do Tennessee promulgou na quinta-feira a legislação que determina que a execução recorra a cadeira elétrica quando não for possível obter as drogas para a injeção letal.

Richard Dieter, presidente do Centro de Informação da Pena de Morte, condena esta decisão do Tennessee. «Isto é invulgar e podemos estar a falar de castigo cruel e invulgar», diz à CNN: «A cadeira elétrica é claramente uma alternativa brutal.»

No Wyoming, um comité legislativo está a redigir um projeto-lei para readmitir o pelotão de fuzilamento. E o Utah também tem essa hipótese sobre a mesa.

Os 32 estados norte-americanos que permitem a pena de morte estão a tentar encontrar alternativas à fórmula de injeção letal, desde que as farmacêuticas europeias que produzem as substâncias usadas até agora se recusaram a fornecer as drogas, em nome dos direitos humanos.

O último caso a chocar o mundo foi o de um condenado no Oklahoma que foi sujeito a uma injeção letal com novas substâncias, não testadas, e que demorou mais de quarenta minutos a morrer.