Paul Goodwin entrou esta quarta-feira para a estatísticas das execuções levadas a cabo pela justiça americana do estado do Missouri. É o décimo executado naquele estado só no ano de 2014. Oito minutos que puseram fim a 16 anos no corredor da morte. A injeção letal foi administrada à 01:17. À 01:25 foi declarado o óbito. 

Paul Goodwin, de 48 anos, foi condenado à pena de morte pelo homicídio e violação de uma antiga vizinha de 63 anos. Goodwin - que vivia numa pensão perto da casa da mulher - costumava atirar lixo e garrafas para o quintal da vizinha, o que já levara a algumas discussões entre os dois.

Depois de ter sido expulso da pensão, Goodwin foi a casa de Joan Crotts. Violou-a e atirou-a pelas escadas da cave. Por fim, atacou-a com um martelo. A vítima acabou por falecer no hospital.

Paul Goodwin confessou o homicídio. Não foi difícil às autoridades chegarem até ele. As impressões digitais deixadas na casa foram cruciais. Mas – há um mas – segundo a defesa e a família de Paul Goodwin. Não põem em causa a autoria dos crimes por parte de Paul Goodwin. No entanto, alegaram sempre que a deficiência intelectual de Goodwin devia servir como atenuante à pena de morte.

A irmã de Paul Goodwin escreveu uma carta a explicar que o irmão recebeu ensino especial em criança e tinha o QI reduzido, ao ponto de não conseguir ir fazer um recado à mercearia.

Mary Mifflin justificou ainda que o comportamento do irmão se alterara desde a morte da namorada. Começou a beber. Mas a carta não sensibilizou as autoridades, tal como foram indeferidos dois recursos apresentados pela advogada de defesa, argumentando que um deficiente intelectual não pode ser condenado à morte sob pena de violar a lei.

Já Debbie Decker, a filha de Joan Croots considera que Paul Goodwin teve o que «merecia».

Goodwin foi a décima morte por injeção letal no estado do Missouri em 2014. O Texas soma o mesmo número de mortes. Nos Estados Unidos já foram executadas 34 pessoas este ano, segundo a Associated Press.