Um condenado à morte foi libertado na quarta-feira da prisão de Huntsville, no Estado norte-americano do Texas. Manuel Velez foi inocentado ao fim de nove anos de detenção, quatro dos quais no designado «corredor da morte».

De acordo com o «The Huffington Post», Manuel Velez tinha sido detido em 2005 e condenado à morte em 2008, pelo assassínio do filho de 11 meses da namorada, Acela Moreno. O bebé morreu com uma lesão cerebral e a mãe, também acusada do crime, concordou em testemunhar contra o companheiro, em troca de uma pena mais leve.

A libertação Manuel Velez foi agora possível depois da Associação Americana de Defesa das Liberdades (ACLU, na sigla em inglês) ter apresentado exames médicos, que demonstram que as lesões que a criança apresentava eram antigas e o homem só vivia com a companheira há duas semanas.

Em comunicado, a ACLU refere que os exames médicos tinham indicado que as feridas mortais na cabeça da criança tinham ocorrido quando Velez estava a trabalhar, num estaleiro no Tennessee, a mais de mil quilómetros do local.

O imigrante hispânico, que, de acordo com as autoridades dos EUA, não sabia então ler inglês e que tinha um quociente de inteligência de 65, assinara uma confissão sem a compreender. Além disso, o advogado de Velez não utilizara as testemunhas que atestavam que a namorada tinha antecedentes de maus tratos de crianças.

«Manuel nunca deveria ter sido detido, nem abandonado no corredor da morte à espera de ser executado. Ele é claramente inocente», afirmou o advogado, Brian Stull.

«A minha alegria por ele e pela sua família é tingida de tristeza pelos anos que o nosso sistema judicial lhe roubou, tudo porque era demasiado pobre para poder pagar um advogado melhor do que o que Estado lhe designou», acrescentou.