Um tribunal penal declarou segunda-feira culpado e condenou a 90 anos de prisão o ex-chefe da polícia Pedro Garcia Arredondo pelo homicídio de 37 pessoas queimadas a 31 de janeiro de 1980 na embaixada de Espanha na Guatemala.

Aos 69 anos, Pedro Garcia Arredondo foi considerado culpado dos delitos de homicídio e outros como a tentativa de homicídio, referiu o Tribunal na leitura da sentença e após quatro meses de audiências.

O massacre ocorreu quando as forças de segurança do regime militar da Guatemala, dirigidas pelo general Fernando Romeu Lucas Garcia assaltaram a embaixada de Espanha, depois desta ter sido ocupada por camponeses e estudantes do país que denunciavam a repressão militar.