Um tribunal londrino condenou, esta segunda-feira, um homem britânico a prisão perpétua pelo abuso sexual de menores. Mais precisamente, no cúmulo jurídico, Richard Huckle recebeu 22 condenações de prisão perpétua, pelo que tem de passar um mínimo de 23 anos na cadeia antes que lhe seja permitida a liberdade condicional.

O juiz deu como provada a violação de 23 crianças, naturais da Malásia e do Cambodja, com idades compreendidas entre os seis meses e os onze anos, de acordo com a Reuters.

Segundo a BBC, Richard Huckle é suspeito de ter abusado de mais de 200 crianças de bairros pobres de Kuala Lumpur, na Malásia. O homem de 30 anos admitiu a prática de 71 crimes, entre 2006 e 2014.

Assumindo-se como cristão praticante perante o tribunal, foi de mãos em posição de oração que Richard Huckle ouviu a leitura da sentença no tribunal de Old Bailey.

Os crimes terão começado quando Huckle, com 18 ou 19 anos, fez voluntariado nos bairros pobres da capital da Malásia.

O juiz Peter Rook mostrou-se impressionado com o volume de crimes sexuais com que foi confrontado durante o julgamento. No inquérito foram recolhidos mais de 20.000 imagens e vídeos de Richard Huckle a violar crianças, e que ele partilhava com outros pedófilos na Internet.

Richard Huckle foi detido em 2014, pela Agência Britânica de Crime Nacional, quando aterrou no aeroporto de Gatwick, em Londres, para passar o Natal com a família.

Segundo o procurador do processo,  Brian O’Neill, ouvido durante o julgamento, quando os pais tiveram conhecimento dos crimes do filho, imploraram à polícia para que o levasse.