Um pedófilo foi preso e condenado, depois de enviar uma carta para a Secretária de Estado dos Assuntos Internos do Reino Unido, Theresa May, a pedir a legalização do sexo entre adultos e crianças.

“Tenho sido um pedófilo desde os 13 anos e um pedófilo assumido há cerca de três anos”, afirmou Phillipe Kirk, de 22 anos, na carta.


Phillipe Kirk tinha sido recentemente libertado da prisão, mas isso não o coibiu de tornar a cometer crimes de pedofilia. O jovem tinha em sua posse mais de mil imagens pornográficas de menores, apesar de estar a ser vigiado pela polícia desde a última detenção, a 5 de dezembro do ano passado.

Segundo o The Independent, as autoridades descobriram também que o pedófilo tinha procurado na Internet informações sobre casos de homicídio de crianças e que o Phillipe Kirk andava a vigiar um grupo de escuteiras na sua cidade, Iorque, em Inglaterra.

Durante o julgamento de Phillipe Kirk, a juíza Stephen Ashurst considerou o caso “extremamente perturbador” e afirmou que a carta dirigida à Secretária de Estado foi “um apelo iludido e perigoso”, acresentando que o jovem deve ser considerado um perigo público.

“É um dos indivíduos mais perigosos que já conheci”, declarou o detetive Shaun Page, da Polícia de North Yorkshire, responsável pelo caso.


Phillipe Kirk assumiu-se culpado de 21 crimes por download de pornografia infantil e foi sentenciado a quatro anos de prisão e outros quatros em prisão domiciliária, com o aviso de que se voltar a cometer algum delito cumprirá o resto da pena na prisão.

A sentença vem na sequência de uma longa lista de crimes relacionados. Em 2012, Phillipe Kirk recebeu uma pena de três anos de prisão por invadir uma escola primária para roubar equipamentos de educação física das crianças.

Depois do julgamento, Phillipe Kirk foi posto na lista de pedófilos de Inglaterra, onde o seu nome permanecerá para o resto da vida. O pedófilo foi proibido de trabalhar com crianças e de estar a menos de 100 metros de qualquer escola ou local onde se possam reunir menores de idade.

A juíza restringiu também qualquer contato entre o criminoso e qualquer pessoa com menos de 16 anos, sem supervisão, e ao uso de Internet, que pode apenas ser acedida a partir de um único dispositivo, controlado pela polícia.