Um homem, de 45 anos, foi apanhado em flagrante pelo grupo Dark Justice – que procura pedófilos na internet – quando marcou um encontro sexual com uma rapariga de 14 anos. O que Roger Lee não sabia era que a jovem de 14 anos não existia e tudo não passou de um esquema para o apanhar em flagrante. 

Durante várias semanas, o homem manteve conversas com a suposta adolescente através da rede social Badoo, a quem enviou mensagens de cariz sexual e várias imagens suas. Depois das conversas, Lee convenceu a «jovem» a encontrar-se com ele em Newcastle, Inglaterra.

Segundo o jornal «Metro», o homem fez quase 500 quilómetros para o «encontro sexual» e acabou por ser confrontado com membros do Dark Justice, que filmaram o encontro.
 
Depois de ser apanhado, Lee tentou suicidar-se, mas acabou por ser detido e declarou-se culpado. O homem, que já tinha sido condenado por ter tido relações sexuais com uma menina de 12 anos, foi entretanto condenado a dois anos e quatro meses de prisão.

«Foi apanhado pelos vigilantes da internet, que é a melhor maneira de os descrever, que se fizeram passar por uma rapariga e com quem iniciou uma conversa online. Em pouco tempo, deram a entender que se tratava de uma rapariga de 14 anos. E você continuou a falar com ela. Estou firmemente convencido de que é um indivíduo perigoso para os jovens», afirmou o juiz que conduziu o caso.

O grupo Dark Justice congratulou-se com a sentença e informou que vai continuar a atuar.

«Queremos prevenir estas coisas. Esta sentença mostra que funcionamos. Vamos continuar a fazê-lo», afirmou o grupo ao jornal, acrescentando que a polícia «levou muito a sério» a denúncia.

Sobre Lee, o grupo afirmou que, durante as conversas, ficaram «chocados com a abertura dele para falar». No entanto, «quando confrontado se aquilo era “a maneira apropriada para conhecer menores”, desligou-se».

Justiça portuguesa tenta listar pedófilos

Sendo as redes sociais cada vez mais utilizadas por pedófilos para encontrar as suas, a  TVI24 entrevistou alguns especialistas sobre o tema. 

Segundo Mauro Paulino, um psicólogo forense, o número de casos de abusos sexuais onde aparece escrita a palavra Facebook «é crescente» e esta rede social tende a ser «um catálogo» para os abusadores.

Em novembro passado, um homem, de 48 anos, «fortemente indiciado» da prática do crime de pornografia de menores foi detido no Porto, pela Polícia Judiciária, que apreendeu equipamento informático onde se encontravam armazenados «dezenas de ficheiros com imagens de pornografia de menores, muitas das quais contendo abusos sexuais de crianças».

Ainda em Portugal, a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, defende a nova proposta de lei que pretende criar uma base de dados com os nomes e moradas de todos os condenados por crimes de abuso sexual de menores, alegando que são as crianças que ficam com os traumas e não os condenados que são «expostos».

Para ler mais sobre esta investigação, em que não só é explorado o modo como os  «predadores» se aproximam das crianças, a maior parte das vezes de igual para igual e estabelecendo uma relação de amizade, a partir de perfis falsos, mas também a postura e abordagem correta a ser adotada pelos pais para prevenir este tipo de situações, clique aqui.