O parlamento dinamarquês aprovou esta quarta-feira a lei que obriga os migrantes com pedidos de asilo pendentes a entregarem os bens.
 
Depois de cerca de quatro horas de debate, a polémica alteração legislativa - que prevê a apreensão de dinheiro acima das 10.000 coroas dinamarquesas (1.340 euros) e de bens pessoais acima da mesma quantia, excetuando, “bens de valor sentimental” como alianças e “de natureza prática” como telemóveis ou relógios - foi aprovada por 81 votos a favor e 27 contra, enquanto 70 deputados não participaram na votação.
 
A aprovação já era esperada, embora envolta em grande polémica. O ACNUR e a Comissão Europeia já tinham criticado a proposta de lei. A medida é, no entanto justificada pelo tratamento em certa medida semelhante que a Dinamarca dá aos desempregados, também obrigados a vender bens acima de certo valor, para poderem reclamar benefícios, como refere a BBC.  

O Governo dinamarquês já foi acusado de estar fazer com os refugiados o que os nazis fizeram aos judeus, durante o Holocausto. Tendo a Alemanha recolhido bastantes pertences e enchido os cofres de ouro durante essa época.
 
A Dinamarca prepara-se, também, para“atrasar” a reunião de famílias que buscam asilo, uma lei também já criticada pelos ativistas dos Direitos Humanos.