Por: Redacção / PP | 9- 4- 2009 22: 34
Os judeus comemoram a Páscoa com um duplo sentido, religioso e político, celebrando a libertação da escravidão no Egipto
e ao mesmo tempo o nascimento da nação israelita enquanto entidade soberana.
Ponto fulcral do calendário religioso
judaico, a Páscoa celebra-se no mês do calendário judaico de Nissan, que normalmente corresponde ao início da Primavera, festividade
que se inicia na primeira lua cheia após o equinócio da Primavera e se prolonga por sete dias em Israel e por oito dias nas
comunidades judaicas fora de Israel (diáspora).
Páscoa: as cerimónias
em Portugal
Raramente coincide com a Páscoa cristã, que se comemora no primeiro domingo de lua cheia depois
do equinócio de Primavera, mas este ano são quase simultâneas: os judeus iniciam a Páscoa na quarta-feira, os cristãos celebram-na
quatro dias depois.
A comunidade evangélica
A comunidade evangélica portuguesa, estimada em cerca
de 250 mil pessoas, celebra a alegria da Ressurreição no Domingo de Páscoa, numa festa que afasta a tristeza da morte de Cristo.
Têm como base as duas referências maiores para esta confissão: a cruz, como ponto central do Evangelho, e a Ressurreição de
Cristo, epílogo triunfante de Jesus. A principal diferença relativamente à igreja Católica reside no facto de considerarem
que só há um único mediador entre Deus e os homens - Cristo.
Os cristãos ortodoxos
Os cristãos ortodoxos
gregos e russos festejam a Páscoa na próxima semana, a 19 de Abril, com o ponto alto no sábado da Ressurreição, em celebrações
que se prolongam pela madrugada de domingo. Para os ortodoxos, que dão mais importância às celebrações da Páscoa do que às
do Natal, o ponto central é a noite de sábado, quando se deu a Ressurreição de Cristo.
Em termos de jejum, durante
a Quaresma, os cristãos ortodoxos não consomem carne ou derivados, ovos, lacticínios e vinho, o qual, no entanto, é permitido
ao domingo. Na Sexta-Feira Santa ortodoxa é praticado o jejum mais estrito do ano.
A comunidade islâmica
A
comunidade islâmica não comemora a Páscoa como os cristãos e os judeus mas a Sexta-feira Santa é bem-vinda, pois possibilita
aos muçulmanos uma participação plena no dia habitual de oração semanal.
Se para os cristãos o Natal e a Páscoa são
as principais festas religiosas, para os muçulmanos as duas maiores festividades são o Eid-ul-Fitr (Festa de Quebrar) e o
Eid-ul-Adha (Festa do Sacrifício).
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