Um grupo de 20 eurodeputados de várias nacionalidades e quadrantes políticos escreveu, esta quarta-feira, à chefe da diplomacia europeia a pedir uma condenação pública dos recentes acontecimentos em Angola, nomeadamente a detenção “sem acusação formal” de um grupo de ativistas.

Na missiva enviada à Alta Representante da União Europeia (UE) para a Política Externa, Federica Mogherini, os eurodeputados, incluindo portugueses, relataram os acontecimentos ocorridos a 08 de agosto em Luanda, dia da realização de uma marcha promovida pelos familiares dos 15 jovens ativistas que estão em prisão preventiva desde junho.

“No dia 08 de agosto, mães e familiares dos 15 jovens presos políticos detidos em Angola desafiaram a proibição das autoridades de uma manifestação devidamente notificada e prosseguiram com uma marcha pacífica em Luanda para exigir a libertação dos seus filhos e familiares”, escreveram os eurodeputados, explicando ainda que os jovens, detidos sob a presunção que estavam a planear um golpe de estado, “ainda não foram formalmente acusados”.