Deputados conservadores e trabalhistas discutiram, esta segunda-feira, no parlamento britânico, a eventual proibição da entrada no país do norte-americano Donald Trump, concluindo que tal jogaria a favor deste multimilionário, noticia a agência EFE.

A iniciativa resultou de uma petição, subscrita por mais de 575 mil pessoas na Internet em dezembro, resultante da proposta de Donald Trump que visava impedir a entrada nos EUA de todos os muçulmanos.

De acordo com a legislação britânica, se uma petição recolher mais de 100 mil assinaturas os deputados têm de se pronunciar sobre a questão embora não seja obrigatório um voto, o que é o caso com Donald Trump.

O deputado trabalhista Paul Flynn afirma que, apesar de se poder admirar a América e o seu contributo para a democracia, também se podem criticar alguns indivíduos. No entanto, impedir a entrada de Trump no país poderia contribuir para aumentar a sua popularidade.

De acordo com a lei britânica uma proibição de entrada no país só pode ser decretada pelo responsável pela pasta do Interior. Antes do debate, o primeiro-ministro David Cameron disse que apesar das declarações de Donald Trump provocarem divisões não era a favor da interdição. O milionário ameaçou cancelar investimentos programados na Escócia que rondam os 900 milhões de euros se fosse proibido de entrar no país.

Donald Trump pretende ser escolhido pelo partido republicano como o candidato às eleições presidenciais norte-americanas.