Um jornalista japonês foi hoje considerado culpado de difamar a Presidente da Coreia do Sul, com uma notícia sobre o seu paradeiro, após o naufrágio de um ferry com mais de 300 pessoas a bordo, a maior parte alunos.

O artigo sugeria que a Presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, solteira, tinha desaparecido durante algum tempo para um encontro amoroso com um antigo assessor.

Tatsuya Kato foi considerado culpado de difamar Park num artigo baseado em “rumores infundados”, segundo um tribunal de Seul. No entanto, o jornalista negou as acusações, dizendo que  o objetivo do artigo era informar sobre a perceção da opinião pública relativamente a Park, após o naufrágio do navio, ocorrido em abril de 2014.

O crime de difamação é punível com pena de até sete anos de prisão na Coreia do Sul.

O caso tem agravado as tensões entre Seul e Tóquio e originou uma discussão sobre a liberdade de imprensa na Coreia do Sul.