“Isso é que me surpreendeu: a cara infantil dele, mas muito determinada, fria, calma e assustadora”, disse o sobrevivente e também jornalista da Europe 1, Julien Pearce.

 

O repórter conta que estava no concerto da banda “Eagles of Death Metal” com um grupo de amigos quando os terroristas entraram de rompante na sala a disparar.

 

“Demorei alguns segundos a aperceber-me de que eram tiros.”

Julien e os amigos atiraram-se para o chão para evitar os disparos e rastejaram até uma pequena sala perto do palco que estava às escuras, relata a Associated Press.

 

“Não havia saída, portanto estávamos numa armadilha, menos exposta, mas ainda assim uma armadilha.”

Foi dessa sala que, a certa altura, decidiu espreitar e viu um dos terroristas, o tal que lhe pareceu “muito novo”.

 

O grupo de Julien aproveitou um momento em que os suspeitos recarregavam as armas para correrem até uma saída de emergência. Pelo caminho, garantem ter ajudado uma mulher que estava ferida a sair também.

 

“Vi dezenas e dezenas de corpos, cravados de balas numa poça de sangue.”

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