A polícia francesa fez 118 buscas, 25 detenções e apreendeu 34 armas no âmbito de operações realizadas esta madrugada no país. Os números foram divulgados ao início da tarde desta quarta-feira pelo ministério do Interior francês. 

Desde os atentados de sexta-feira que provocaram 129 mortos, já foram efetuadas 414 rusgas e 60 detenções e 75 armas foram apreendidas. Para além disso, 118 pessoas ficaram impedidas de sair de casa.

França não dá tréguas na caça aos terroristas envolvidos nos ataques. Esta madrugada, uma  operação em Saint-Denis, no norte de Paris, perto do Estádio de França, durou cerca de sete horas.

A polícia montou um cerco a um apartamento. Sete pessoas foram detidas. Uma mulher, com um cinto de explosivos, fez-se rebentar e outro terrorista foi morto. 

O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, acredita que os terroristas neutralizados esta quarta-feira "poderiam ter atacado novamente". No parlamento francês, numa sessão de questões ao governo, Cazeneuve assegurou que a "operação conduzida teve como alvos pessoas que poderiam realizar mais ataques".

O governante confirmou que houve pelo menos dois mortos no âmbito das ações policiais, mas sublinhou que o número poderá ser maior. Cinco agentes ficaram feridos.

Cazeneuve aproveitou a intervenção para elogiar o trabalho e a "bravura" das forças francesas sob "condições extremamente difíceis", sublinhando que o país está "orgulhoso". 

"Os agentes com quem me encontrei no final disseram-me que nunca estiveram sujeitos a tamanha violência. Quero dizer-lhes o quão orgulhosos estamos."


Durante a manhã, em Saint-Denis, Cazeneuve tinha explicado que os suspeitos foram localizados através do cruzamento de informações obtidas a partir do telemóvel encontrado no Bataclan. O aparelho tinha uma mensagem de texto enviada imediatamente antes do ataque na sala de espectáculos, que dizia   "vamos lá".  

A polícia francesa continuava à procura do homem que é tido como o "cérebro" dos ataques, Abdelhamid Abaaoud.