A mulher que se fez explodir num apartamento de Saint-Denis, na quarta-feira, foi essencial para que a polícia francesa chegasse até Abdelhamid Abaaoud, o alegado mentor dos ataques de Paris, em que morreram 130 pessoas.

Segundo fonte policial revelou à Reuters, o telefone de Hasna Aitboulahcen estava sob escuta devido a uma investigação paralela relacionada com droga.

Na terça-feira, já avisada de que Abaaoud estaria em França e não na Síria, a polícia decidiu então seguir a mulher e foi nessa altura que viu ambos a entrarem no apartamento de Saint-Denis.
 

“A vigilância física permitiu-nos concluir que a jovem e o jihadista foram para o apartamento na rua Corbillon, em Saint-Denis, na terça-feira à tarde.”


Horas depois, já na madrugada de quarta-feira, as autoridades iniciaram a operação que terminou, ao fim de sete horas, tanto com a morte de Hasna, que se fez explodir, como de Abaaoud, abatido pela polícia, e ainda de uma outra pessoa ainda não identificada.

A mesma fonte da Reuters confirmou que foram as autoridades marroquinas a informar as francesas de que Abaaoud estava na França e não na Síria.

Esta sexta-feira, foi revelado que o passaporte de Hasna foi encontrado na zona onde foi montado o cerco policial na quarta-feira, confirmando a identidade da bombista-suicida.