As autoridades francesas estimam que mais de seis indivíduos ligados a células terroristas possam estar em França. O número foi divulgado pela própria polícia, esta segunda-feira.

Pelo menos um dos homens em causa terá sido visto a conduzir um carro registado no nome de Hayat Boumeddiene, a companheira de Amedy Coulibaly, um dos terroristas abatidos após o tiroteio em Montrouge e o sequestro em Porte de Vincennes.

A polícia já iniciou uma operação de buscas para encontrar o veículo, um Mini Cooper.

Entretanto, esta segunda-feira foram divulgadas imagens de videovigilância que mostram uma mulher muito parecida a Hayat Boumeddiene a passar pelo controlo de passaporte num aeroporto de Instambul, na Turquia, a 2 de janeiro.

Boumeddiene é companheira de Coulibaly, um dos autores dos atentados trágicos da última semana, que fizeram 17 mortos em Paris e que começaram com uma chacina na redação do jornal satírico «Charlie Hebdo». Os dois casaram-se pela via religiosa e viviam juntos na capital francesa. Há cerca de um mês, deixaram de ser vistos na residência onde viviam.

Não se sabe exatamente qual o papel de Boumeddiene nos ataques, mas uma análise aos registos telefónicos mostra que foram efetuadas centenas de chamadas entre a suspeita e a companheira de um dos irmãos Kouachi. Cerca de 500 telefonemas foram feitos entre as duas, só no ano passado.