O alerta vem do próprio primeiro-ministro francês, que advertiu esta quinta-feira que os terroristas podem usar armas químicas.

"Nós sabemos, é preciso não esquecer, há o risco da utilização de armas químicas ou bacteriológicas"


No parlamento francês, Manuel Valls admitiu que as autoridades não devem "descartar nada". "Digo-o com toda a precaução necessária", afirmou. 

Mais tarde, ao "Le Monde", o gabinete do primeiro-ministro sublinhou que o seu discurso não revelou uma "nova informação sobre o estado da ameaça". Foi "apenas uma observação realista". "Não considerar esta possibilidade seria um erro", vincou. 

Antes, no parlamento, Valls reconheceu que o país está mesmo em guerra. E daí, também, a necessidade do prolongamento do estado de emergência no país por três meses, em todo o país. 

Também no seu Twitter, o reconhecimento da situação:

"Estamos em guerra! Uma guerra nova - externa e interna - onde o terror é o primeiro objetivo e a primeira arma"


Perante os deputados, Valls acrescentou que "esta é uma guerra cuja frente se move constantemente e está no centro da vida diária" dos franceses. Enfatizou, também, de esta ser uma uma guerra planeada por "criminosos liderados por um exército".

"O que é novo são os procedimentos: as maneiras de causar estrondo, de matar continuamente. A imaginação macabra dos cabecilhas do terrorismo é ilimitada: fuzilamentos, decapitações, bombas humanas, facas, ou ambos, perpetrados por indivíduos ou comandos, desta vez especialmente organizados"

Por isso, qualquer indício de atividade terrorista vai ser levado à justiça. Haverá mais três mil militares no terreno para garantir a segurança dos cidadãos, para além das 100.000 forças de segurança já em ação.

O controlo de fronteiras imperará, com 102 pontos de passagem autorizados, 61 a cargo da polícia de fronteiras, 71 pelas alfândegas. Os controlos aéreos serão igualmente reforçados, indicou.  
 

  "Face à ameaça, tornaremos o estado de emergência mais eficaz: detenções domiciliárias, buscas e encerramento de mesquitas radicais"