O peso de quase um milhão de paixões foi demais para uma ponte só. 45 toneladas “de amor”, em forma de cadeados, eram uma ameaça à segurança e o presidente da Câmara de Paris mandou retirar todos os cadeados que durante sete anos se foram acumulando na Ponte das Artes.
 
A ponte sobre o rio Sena, junto ao museu do Louvre, tinha-se tornado, desde 2008, a ponte dos cadeados do amor. Durante estes últimos anos, milhares de casais apaixonados foram colocando cadeados na ponte como símbolo do seu amor eterno, mas desde que no verão passado parte do gradeamento caiu devido ao peso, a Câmara decidiu retirar os cadeados e substituí-los por vidros de acrílico.
 
Foram cerca de 2,40 metros de gradeamento que cederam a 8 de junho. A ponte foi evacuada e esteve fechada ao público. Para o vice-presidente da Câmara de Paris, Bruno Julliard, a iniciativa “interessante” e “bonita de ver”, já não tornou-se, assim, “inadmissível”.
 

“Quando havia dezenas de cadeados, ou mesmo centenas, podíamos pensar que era agradável. Era um pouco transgressivo, nem sempre respeitava o património nacional, mas era uma iniciativa interessante, bonita de ver e comovedora. Mas ao longo dos anos chegou a uma proporção tal que em termos de segurança e estética, que já não é admissível”. 

 
É claro que os muitos casais que continuam a afluir à Ponte das Artes preferiam que tudo continuasse como está, ou que pelo menos houvesse um destino diferente para tanta prova de amor.
 
Para quem não se conforma, e quer à viva força deixar em Paris um sinal de que o seu amor é tão ou mais inquebrável que um cadeado made in China, ainda nem tudo está perdido. A Ponte das Artes pode estar fechada para estes negócios do amor, mas ainda há outras dez pontes disponíveis... até ver.