Agentes das forças policiais francesas foram convidados a a apagar os seus perfis das redes sociais e «instruídos» a trazer as suas armas «sempre» em mão, devido à informação de que algumas células terroristas «adormecidas» poderão ter sido ativadas no país nas últimas 24 horas.

A notícia foi  avançada pela CNN, que cita um polícia que esteve presente numa sessão de «briefing».

A mesma fonte terá dito que o terrorista que esta sexta-feira fez vários reféns num supermercado em Paris, e que foi morto pela polícia, terá feito várias chamadas sobre atacar (outros) polícias franceses.

«Charlie Hebdo»: recorde os três dias de terror em Paris

O alerta chega a menos de um dia da marcha de homenagem às vítimas dos atentados de Paris, que vai decorrer na capital francesa este domingo à tarde e vai juntar cerca de um milhão de cidadãos, onde se incluem vários líderes de Governos.

Entretanto, as autoridades francesas e turcas continuam à procura de Hayat Boumeddiene, a mulher de 26 anos, companheira do terrorista Ahmedy Coulibaly (morto pela polícia), suspeita de ter participado nos atentados. As últimas informações indicam, porém, que poderá já ter conseguido fugir para a Síria.

A «marcha republicana» convocada para este domingo, em Paris, deverá ser uma das maiores manifestações dos últimos anos na capital francesa, juntando quase todos os quadrantes políticos, intelectuais e religiosos do país, para além de numerosas personalidades e políticos internacionais. 

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, vão representar Portugal na marcha.