20 dias crucificados. Eis uma original e muito dura forma de protesto a que se sujeitaram quase 20 trabalhadores de uma empresa de transportes de passageiros, no Paraguai, e que terminou esta segunda-feira. 

O protesto decorreu à beira de uma estrada, na cidade de Limpio, na sequência do despedimento de 51  motoristas da empresa Gran Asunción, que tinha 151 trabalhadores, segundo relata a agência Efe. 
 

Quem se crucificou teve o apoio físico e moral dos seus filhos, família e colegas de outros sindicatos.  Veem-se os manifestantes com a boca cosida e pregos grossos em todo um aparato a lembrar Jesus Cristo na cruz.

Por causa disso,  não conseguem falar, nem comer em condições, apenas alimentos líquidos. Os lábios estão permanentemente inchados.

O grupo de crucificados conta com 12 homens e duas mulheres, esposas de outros dois motoristas despedidos. 

Entre 10 e 12 de julho, dez desses trabalhadores "crucificados" foram acusados ​​pelo Ministério Público por alegada perturbação da "paz pública", com o protesto, e condenado a cumprir medidas alternativas à prisão.