Dois dias depois do massacre ocorrido na quarta-feira, numa universidade paquistanesa, o grupo talibã responsável pelo massacre voltou a ameaçar os estudantes.

Num vídeo divulgado nas redes sociais, esta sexta-feira, o califa Umar Mansoor, do  Tehreek-e-Taliban Pakistani (TTP), endereça ameaças às escolas de todo o Paquistão, que chama de “incubadoras” de pessoas que querem desafiar a lei de Alá.

O califa justifica o ataque à universidade “porque aquele é o local onde são formados os advogados, onde são formados os militares, onde são formados os parlamentares, e é desafiada a soberania de Alá”, segundo cita a AFP.


E continua: “Em vez de atacarmos os soldados, atacamos as incubadoras que formam essas pessoas”, acrescentando que “os ataques às escolas, colégios e universidades vão continuar por todo o Paquistão porque estas são fundações de apóstatas. E nós vamos atacar e destruir essas fundações”.

Umar Mansoor protagonizou um vídeo semelhante no rescaldo do massacre numa escola de Peshawar, em dezembro de 2014, que tirou a vida a mais de 150 pessoas, na sua maioria crianças.

O ataque desta quarta-feira, na Universidade de Bacha Khan, a poucas dezenas de quilómetros de Peshawar, fez 21 mortos, mas o número de vítimas podia ter sido muito maior. A polícia encontrou dois coletes de explosivos por detonar.