Os talibãs afegãos condenaram o atentado perpetrado, esta terça-feira, contra uma escola do vizinho Paquistão, afirmando que matar crianças inocentes vai contra os princípios do Islão.

O atentado, o mais sangrento ataque terrorista da história do Paquistão, fez 141 mortos, 132 dos quais crianças e pelo menos 80 feridos.

Sobreviventes indicaram que os homens armados abateram a tiro crianças durante o ataque de oito horas na cidade de Peshawar, no noroeste do país, cuja autoria foi reivindicada pelo principal comando talibã paquistanês, Movimento dos Talibãs do Paquistão (TTP).

O TTP declarou ter realizado o ataque em represália pela operação militar lançada em junho e ainda em curso contra os seus esconderijos e os dos seus aliados da Al-Qaida no Waziristão do Norte, zona tribal no noroeste junto à fronteira afegã.

«O Emirado Islâmico do Afeganistão [nome oficial dos talibãs] sempre condenou o massacre de crianças e de pessoas inocentes», afirmaram os talibãs afegãos, que frequentemente visam civis, em comunicado emitido na noite de terça-feira, citado pela agência AFP.

«A matança intencional de pessoas inocentes, mulheres e crianças vai contra os princípios do Islão e todos os governos e movimentos islâmicos devem aderir a esta essência fundamental», afirmaram, expressando ainda as suas condolências.

O primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, decretou três dias de luto nacional na sequência do massacre.

China expressa apoio ao Paquistão

A China expressou esta quarta-feira o seu apoio ao Paquistão contra o terrorismo e condenou veementemente o ataque perpetrado por um comando talibã contra uma escola pública militar em Peshawar que fez 148 mortos, na sua maioria crianças.

«Estamos profundamente chocados e transtornados com o ataque e condenamos da forma mais veemente os terroristas», disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Qin Gang, em comunicado citado pela agência oficial Xinhua.

Qin Gang também manifestou «sinceras condolências» em nome do Governo chinês aos familiares das vítimas do ataque.