Pelo menos 67 guerrilheiros talibãs foram mortos numa área tribal do Paquistão, no rescaldo do ataque do grupo a uma escola militar, que culminou com a morte de 148 pessoas, das quais 132 são crianças, avança a Sky News.

Em resposta a esta ação terrorista, o Governo anunciou que seria reposta a pena de morte para os casos de terrorismo, e o exército paquistanês avançou com ataques aéreos e operações terrestres para segmentar os guerrilheiros.

As ameaças que se seguiram ao massacre, com as de bombas em autocarros escolares, que obrigam os motoristas a inspecionar os veículos antes das viagens, também contribuíram para o intensificar da ofensiva das forças de segurança, sendo que o exército tem estado sob pressão para localizar os militantes, e os seus esconderijos e campos de treino, nas regiões montanhosas de Khyber e Waziristão do Norte. 

De acordo com a CNN, 32 militantes, que se dirigiam para a fronteira com o Afeganistão, foram mortos pelas forças de segurança paquistanesas na província de Khyber Pakhtunkhwa, e outros oito guerrilheiros talibãs terão sido mortos em Balochistan.

Esta quinta-feira, o chefe do exército, Gen Raheel Sharif, «assinou» a morte de seis «terroristas de núcleo duro». As forças armadas paquistanesas estimam que cerca de 1.700 militantes tenham sido mortos até ao momento.

O Paquistão tem lutado contra grupos islâmicos desde 2004, altura em que os combatentes da Al-Qaida fugiram do Afeganistão após a invasão comandada pelos Estados Unidos da América.