Os empregados domésticos que emigram para os Emirados Árabes Unidos sofrem maus-tratos físicos, exploração e são submetidos a trabalhos forçados perante a passividade do Governo do país, que não protege adequadamente os seus direitos, denunciou esta quinta-feira a Human Rights Watch (HRW).

A organização não-governamental explica num relatório como funciona o sistema de vistos dos Emirados Árabes Unidos, que não permite que os que emigram para o país para trabalhar, na sua maioria mulheres provenientes da Ásia ou África, mudem de empregador ainda que sejam maltratadas ou submetidas a condições laborais abusivas.

«O sistema de vistos dos Emirados Árabes Unidos aprisiona o trabalhador doméstico aos seus empregadores e deixa-os isolados e em risco de sofrer abusos, por detrás das portas das casas particulares», afirma no documento a perita em direitos humanos das mulheres no Médio Oriente da HRW, Rothna Begum.