Os dois sócios principais da Mossack Fonseca, epicentro do escândalo dos Papéis do Panamá, foram detidos na quinta-feira, horas depois de as autoridades panamianas os terem acusado por alegado envolvimento no “Lava Jato”, o maior caso de corrupção do Brasil.

Ramón Fonseca Mora, antigo ministro conselheiro do Presidente panamiano, Juan Carlos Varela, e Jürgen Mossack, foram transportados desde a sede do Ministério Público (MP) para os calabouços da polícia, na capital, para continuarem hoje um interrogatório iniciado na quinta-feira, informou o seu advogado de defesa, Elías Solano.

Ambos deslocaram-se horas antes aos escritórios do MP para serem ouvidos sobre crimes relacionados com o processo "Lava Jato".

Os "Papéis do Panamá" são mais de 11 milhões de documentos da sociedade de advogados Mossack Fonseca que foram divulgados em abril de 2016 pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação e revelam a utilização de paraísos fiscais que escondem os rendimentos de pessoas e empresas de todo mundo.