Vaticano anunciou esta quarta-feira a abertura de um inquérito para investigar dois jornalistas por suspeita de cumplicidade em crime de “divulgação de documentos confidenciais”.

Os dois jornalistas, Gianluigi Nuzzi e Emiliano Fittipaldi, publicaram na semana passada dois livros sobre corrupção e despesismo no Vaticano, com base em documentos internos daquele Estado.

Há cerca de duas semanas, a polícia do Vaticano deteve um prelado espanhol e uma perita leiga italiana por suspeita de fuga de informações e documentos.

Os livros revelam novos documentos, na sequência dos que vieram a público no âmbito do "Vatileaks", escândalo de 2012 que precedeu a surpreendente renúncia do Papa Bento XVI em 2013. O novo escândalo, já denominado "Vatileaks 2", dá conta da fuga de documentos confidenciais sobre, particularmente, desvio de fundos destinados aos pobres e doentes para financiar o estilo de vida luxuoso de alguns cardeais.