O Vaticano mostra-se preocupado com a situação na Venezuela e insta o governo do presidente Nicolás Maduro a suspender a Assembleia Constituinte, por fomentar “um clima de tensão” e “hipotecar o futuro”.

Num comunicado, a Secretaria de Estado do Vaticano lamentou a “radicalização e o agravamento da crise”.

O Papa Francisco acompanha de perto a situação e as suas implicações humanitárias, sociais, políticas, económicas e mesmo espirituais”.

Ontem, os EUA esclareceram que consideram ilegítima a Assembleia Constituinte. A mesma posição tinha sido manifestada antes pela União Europeia, Portugal incluído.

A oposição venezuelana manifesta-se hoje em Caracas contra a instalação da assembleia, cuja sessão inaugural está prevista também para esta sexta-feira.

O Ministério Público da Venezuela pediu ainda na quinta-feira, ao tribunal, que anule a instalação da Assembleia Nacional Constituinte. Nicolás Maduro não desarma e promete que vai mesmo funcionar a partir de hoje.

O Ministério Público justifica esta ação com a "presumível ocorrência de delitos durante o processo eleitoral". A empresa que há mais de uma década contabiliza informaticamente os votos nas eleições, a Smartmatic, denunciou que houve manipulação de votos nas eleições: se a comissão nacional de eleições da venezuela diz que votaram 8,1 milhões de pessoas, a Smartmatic garante que esse número está inflacionado, "em pelo menos 1 milhão de pessoas".