O Papa Francisco anunciou, na segunda-feira, que não aceitou o pedido de resignação de Philippe Barbarin, Arcebispo de Lyon.

O clérigo francês tem estado debaixo de fogo porque não denunciou às autoridades o Padre Bernard Preynat, acusado de violar vários rapazes entre 1986 e 1991. O Arcebispo de Lyon terá tomado conhecimento do caso em maio de 2014, mas nada fez na altura, de acordo com as associações de defesa das vítimas de abusos sexuais. Segundo a associação La Parole Liberee, estão identificadas entre 50 e 60 vítimas. O padre continuou em funções durante mais um ano. 

Razões não suficientes, no entanto, para Francisco aceitar a sua resignação e preferir aguardar pelo fim do processo judicial. O Sumo Pontífice sublinhou, em entrevista à publicação religiosa La Croix, citada pela AFP, que Philippe Barbarin “tomou as medidas necessárias”.

Francois Devaux, de um desses grupos de defesa, lamentou a decisão do Papa, considerando que o chefe da Igreja Católica “não estava na posse de todos os elementos”.