O papa Francisco defendeu esta sexta-feira mais empatia social para os pacientes de doenças raras, aos quais "muitas vezes não se dá atenção", e também mais investigação sem esquecer as questões éticas.

Francisco intervinha numa conferência, no Vaticano, sobre medicina regenerativa e na qual participaram dezenas de peritos que - na opinião do papa - procuram terapias sem "ignorar as questões éticas, antropológicas, sociais e culturais".

O problema da acessibilidade aos medicamentos" de quem sofre de patologias raras é complexo, por serem doentes "aos quais muitas vezes não se dá atenção suficiente por não ser evidente um retorno económico consistente nos investimentos realizados em seu favor", afirmou.

O papa sublinhou a importância "de sensibilizar" a sociedade, uma vez que "tem uma importância fundamental promover o crescimento do nível de empatia para que ninguém fique indiferente a pedidos de ajuda do próximo, quando sofre de uma doença rara".

Sabemos que, às vezes, não é possível encontrar soluções rápidas para doenças complexas, mas sempre se pode manifestar solicitude a estas pessoas, que frequentemente se sentem abandonadas. A sensibilidade humana devia ser universal", considerou.

Jorge Bergoglio destacou também a palavra 'investigação' e pediu que se favoreça a educação e a maturidade intelectual dos estudantes "garantindo uma adequada formação humana e o máximo nível profissional".

O papa sublinhou a importância de que "neste horizonte pedagógico" sejam percorridos "caminhos interdisciplinares, reservando um notável espaço à preparação humana com fundamental referência à ética".

A investigação, do ponto de vista académico e industrial, requer uma constante atenção às questões morais para que seja um instrumento que cura a vida e a dignidade da pessoa", declarou.

O papa exigiu ainda que seja "assegurado o acesso às curas" para estes pacientes.