O padre Juan Carlos Molina, chefe da Secretaria de Prevenção do Abuso e do Tráfico de Drogas (Sedronar), um organismo argentino, revelou, esta quarta-feira, uma conversa que teve com o Papa Francisco. À saída de um encontro com o Sumo Pontífice no Vaticano, o sacerdote contou a uma rádio de Buenos Aires que o Papa não teme pela vida e reproduziu o diálogo que teve com Francisco.
 

«Venho muitas vezes vê-lo aqui, em Roma, e num desses encontros, eu disse-lhe: “Toma cuidado porque vão matar-te”».

«E o Papa respondeu-me: “Olha, é o melhor que me pode acontecer, e a ti também”».

 «”Não, que ainda só tenho 47 anos”, respondi-lhe».



De acordo com o jornal espanhol «El Mundo», o padre Juan Carlos Molina explicou que o Papa Francisco «tem como muito claro» que um eventual homicídio de que possa ser alvo «faz parte de um martírio», um sacrifício, que decorre da missão, «do trabalho que tem de fazer».

 «Conhecendo um pouco da história da Igreja, dos papas, o que aconteceu com João Paulo II, que foi baleado na Praça de São Pedro, e este tipo [Francisco], que para a guerra de um lado e a denuncia do outro, não é muito difícil que lhe aconteça o mesmo», concluiu.