O papa Francisco recordou este domingo os cristãos perseguidos por causa da sua fé e as vítimas de todos os conflitos, pedindo o fim da violência, durante a mensagem da Páscoa que se seguiu à missa de Domingo da Ressureição.

«Pedimos a Jesus vitorioso que alivie o sofrimento de tantos irmãos nossos perseguidos por causa do seu nome, bem como de todos os que sofrem injustamente as consequências dos conflitos e das violências de hoje», disse o papa, a partir da varanda da Basílica da São Pedro.

Depois de presidir à missa de Domingo da Ressurreição debaixo de chuva, Francisco assomou à varanda da basílica para a mensagem de Páscoa e para a tradicional bênção «Urbi at Orbi» (à cidade e ao mundo).

Na mensagem, o pontífice voltou a pedir paz em todo o mundo, referindo-se a todos os que perderam a vida devido aos conflitos, os que foram sequestrados e os que tiveram que deixar as suas casas.

Recordou especialmente «os jovens assassinados na universidade de Garrissa, no Quénia», onde um ataque executado pelo grupo islamita somali Al-Shabab causou 148 mortos.

Enumerou os conflitos existentes em todo o mundo e citou a Síria e o Iraque, pedindo «que pare o fragor das armas e se restabeleça a boa convivência entre diferentes grupos que constituem estes amados países».

Reiterou o apelo para que a comunidade internacional não «fique indiferente perante a imensa tragédia humana nestes países e o drama de tantos refugiados».

Referiu-se à situação na Terra Santa e pediu que «cresça entre israelitas e palestinianos a cultura do encontro e se retome o processo de paz, para por fim a anos de sofrimentos e divisões».

Pediu também paz para a Líbia e que se conclua «o absurdo derramamento de sangue pelo que está a passar, bem como toda a bárbara violência», à semelhança do Iémen, onde instou a que «prevaleça uma vontade comum de pacificação, para o bem de toda a população».

Francisco referiu-se também ao acordo de princípio sobre o programa nuclear iraniano assinado na semana passada em Lausanne, Suíça, fazendo votos de que «seja um passo definitivo em direção a um mundo mais seguro e fraterno».

Pediu ainda que a paz chegue à «Nigéria, Sudão e Sudão do Sul e República Democrática do Congo».

O pontífice argentino reiterou o seu desejo de paz na Ucrânia, «com o esforço e o compromisso de todas as partes interessadas».

Na sua mensagem Francisco implorou também para «que não se ceda ao orgulho que fomenta a violência e as guerras» e se «tenha o valor humilde do perdão e da paz».