Em Turim, para uma visita de dois dias, o Papa Francisco voltou a falar sobre a pobreza e disse "não" a uma economia de corrupção e à idolatria do dinheiro.

“Somos chamados a reafirmar o ‘não’ a uma economia do desperdício, que pede para se resignar à exclusão daqueles que vivem em pobreza absoluta”, afirmou o Papa Francisco, onde relembrou que a pobreza absoluta afecta “cerca de um décimo da população”. 


Durante o seu encontro com representantes de trabalhadores, Francisco apelou a que se diga “não” à “idolatria do dinheiro” e “à corrupção, tão espalhada que parece ser uma atitude e um comportamento normal. ‘Não’ aos conluios mafiosos, às fraudes, aos subornos e coisas do género!”. 

Antes da oração diante do Santo Sudário, na Catedral, o Papa falou ainda diretamente aos que vivem as dificuldades do desemprego e trabalho precário.

“Exprimo a minha proximidade aos jovens desempregados, às pessoas com subsídio de desemprego ou trabalho precário; mas também aos empresários, aos artesãos e a todos os trabalhadores dos vários sectores, sobretudos os que têm mais dificuldade em ir por diante. O trabalho não é necessário apenas para a economia, mas para a pessoa humana, para a sua dignidade, para a sua cidadania e também para a inclusão social”, afirmou. 


O Papa Francisco iniciou este domingo uma visita de dois dias à cidade de Turim.