O papa Francisco disse esta segunda-feira que a Igreja “não é um museu”, mas um local para o progresso dirigindo-se aos 360 participantes no sínodo dos bispos no início de três semanas de debates.

Francisco exortou a um espírito de “solidariedade, coragem e humildade” numa altura em que a Igreja católica vai abordar temas sensíveis como a comunhão para divorciados que voltam a casar ou a homossexualidade.

A Igreja “não é um museu para manter ou preservar. É um lugar onde o povo santo de Deus avança”, declarou o papa.

Na missa de abertura do sínodo no domingo, o papa defendeu o casamento e os casais heterossexuais, mas também insistiu que a Igreja deve ter “as portas abertas para receber todos os que a procuram”.

A 14.ª assembleia ordinária do sínodo dos bispos, que decorre até dia 25 no Vaticano, tem como temas centrais os desafios, a vocação e a missão das famílias católicas no mundo atual, analisados ao longo de 147 artigos do documento de trabalho, apresentado em junho à imprensa.

Portugal tem como delegados o presidente da Conferência Episcopal e cardeal-patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, e o presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família, o bispo de Portalegre-Castelo Branco, Antonino Dias.