O Papa Francisco considera que a comunidade internacional tem legitimidade para travar as ações dos militantes do Estado Islâmico (EI) no Iraque, mas que não deve ser um único país a decidir como agir. As declarações foram feitas durante a viagem de regresso da visita à Coreia do Sul.

«Nestes casos, quando há uma agressão injusta, apenas posso dizer que é legítimo parar esse agressor», declarou o sumo pontífice quando lhe foi feita uma questão sobre os ataques aéreos dos Estados Unidos no Iraque.

Os «jihadistas», que querem criar um califado no Médio Oriente, já controlam várias cidades do Iraque e da Síria e levaram a que milhares de pessoas de minorias religiosas, incluindo Cristãos, tivessem abandonado as suas casas.

No entanto, o Papa não dá «luz verde» aos ataques aéreos dos Estados Unidos.

«Sublinho o verbo parar. Não estou a dizer para fazerem guerra ou lançarem bombas. As condições para que o agressor pare têm de ser avaliadas. Um único país não pode julgar como o agressor deve ser travado», declarou.

Para o Papa Francisco, as Nações Unidas são a entidade ideal para decidir como travar a situação.

O Papa confessou ainda que tem intenções de se deslocar ao Iraque, mas que decidiu que, por agora, «essa não seria a melhor coisa a fazer».