O Papa Francisco presidiu, este domingo de manhã, à cerimónia de canonização de quatro novas santas, entre as quais as duas primeiras santas palestinianas dos tempos modernos.

Na oração Regina Caeli, depois da missa, o Francisco falou do exemplo das novas santas árabes: "Que o Senhor conceda, pela sua intercessão, um novo impulso missionário aos respectivos países de origem. Que os cristãos dessas terras, inspirando-se no seu exemplo de misericórdia, caridade e reconciliação, olhem com esperança para o futuro, prosseguindo no caminho da solidariedade e da convivência fraterna."

As religiosas Maria Alfonsina Ghattas, fundadora das Irmãs do Rosário, e Maria de Jesus Crucificado Baourdy, fundadora do Carmelo de Belém, foram proclamadas como santas pelo Papa Francisco, durante a missa na Praça de S. Pedro, no Vaticano.

A votação das causas relativas às beatas Maria de Jesus crucificado (1846-1878), um exemplo que convida a respeitar “diferenças” de raça ou de religião, e de Maria Alfonsina Danil Ghattas (Palestina, 1843-1927), particularmente empenhada na educação e da promoção da “mulher árabe”, realizou-se no segundo Consistório do Papa Francisco, a 14 de Fevereiro deste ano.

As santas foram canonizadas juntamente com as religiosas Maria Cristina da Imaculada Conceição (Itália, 1856-1906) e Jeanne Émilie de Villeneuve (França, 1811-1854).

A cerimónia contou com a presença do presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas.

A visita de Abbas a Roma acontece numa altura em que a Palestina e a Santa Sé se preparam para assinar um acordo global, concluído esta semana.

Também assistiu à cerimónia de canonização o patriarca latino de Jerusalém, D. Fouad Twal. Em Roma está também uma delegação de mais de dois mil convidados da Palestina e da Jordânia.