O Papa Francisco cumpre, este domingo, na Albânia, uma maratona de 11 horas, para homenagear os mártires albaneses e conviver com a igreja do último país europeu a derrubar o comunismo. Uma viagem de alto risco, sob a ameaça de um atentado por extremistas islâmicos.

Um verdadeiro banho de multidão acolheu o Papa que aos 77 anos realiza a sua primeira viagem pastoral europeia, fora de Itália.

Dezenas de milhares de albaneses, com uma enorme presença de jovens, encheram as ruas de Tirana para ver o Sumo Pontífice. Uma surpresa, porque é um país maioritariamente muçulmano.

Depois foi recebido pelo presidente Bujar Nishani e apresentou cumprimentos aos políticos e dirigentes religiosos albaneses.

O ponto alto, foi a missa celebrada na Praça Madre Teresa de Calcutá, no coração da capital. O Papa destacou elogiou o sistema político da Albânia como modelo de convivência harmoniosa entre religiões e destacou a nova liberdade dos católicos.

Palavras escutadas pelo primeiro-ministro, Salim Berisha, e outros dirigentes políticos na assembleia.

Apesar do cansaço evidente, o Papa Francisco saudou os heróis que sacrificaram a sua vida pela independência da nação e os mártires que testemunharam a sua fé face às perseguições do passado.

Durante a tarde, o Papa terá um encontro com as forças vivas do catolicismo e irá visitar um centro social a 20 km da capital.

Esta viagem à Albânia está envolta em fortes medidas de segurança, após informações de um potencial risco de atentado por sectores jihadistas.