O papa Francisco pediu hoje, primeiro "Dia mundial dos pobres", para se lutar contra a indiferença face à pobreza e exortou os crentes a não dizerem a não descartarem responsabilidades.

"Nós temos talentos, somos talentosos aos olhos de Deus. Por consequência, ninguém pode pensar que é inútil, ninguém pode dizer que é tão pobre ao ponto de não poder dar alguma coisa aos outros", declarou o papa, durante uma missa na basílica de São Pedro à qual assistiam cerca de 7.000 necessitados.

“Temos frequentemente a ideia de não ter feito nada de mal e por isso contentamo-nos, presumindo sermos bons e justos”, afirmou o papa.

"Mas não fazer nada de mal não chega. Porque Deus não é um controlador à procura de notas, é um Pai à procura de filhos a quem confiar os seus bens e os seus projetos", sublinhou.

Para o chefe da Igreja católica, esta "omissão também é um grande pecado contra os pobres, assume um nome preciso: indiferença”. É dizer: "isso não me diz respeito, isso não é assunto meu, é culpa da sociedade".

Nos pobres, "na sua fraqueza, há uma força salvadora. E se aos olhos do mundo eles têm pouco valor, são eles que nos abrem o caminho do céu", afirmou.

Jorge Bergoglio deverá a seguir almoçar com música com 1.500 pobres numa sala do Vaticano, enquanto 2.500 serão distribuídos pelos refeitórios de diferentes instituições pontifícias.

Iniciativas similares estão a decorrer em todas as dioceses da Itália e do mundo

O papa lançou esta iniciativa depois do encerramento no ano passado do Jubileu da Misericórdia.