O Papa Francisco apelou este sábado para que a Europa reflita, “redescubra a sua vocação de contribuir para a unidade de todos”, e acabe com os muros do medo e do egoísmo político e económico, que dividem o continente.

O pontífice apresentou estas reflexões numa mensagem enviada aos participantes do congresso “Encontro-Reconciliação-Futuro”, que se realiza em Munique, na Baviera, no sul da Alemanha, anunciou a Santa Sé em comunicado.

Na mensagem, o Papa Francisco lamenta que, “além de alguns muros visíveis”, existam “também os invisíveis, que tendem dividir este continente”, referindo-se à Europa.

“Muros feitos de medo e de agressividade, de falta de compreensão com as pessoas de diferentes origens ou convenções religiosas. Muros de egoísmo político e económico, sem respeito pela vida e a dignidade de cada pessoa.”

O Papa considera que a Europa “se encontra num mundo complexo e em permanente movimento, cada vez mais globalizado e, por isso, cada vez menos eurocêntrico” e defendeu que tem de redescobrir a “sua vocação de contribuir para a unidade de todos”.

“A Europa é chamada a refletir e a perguntar-se se o seu imenso património, impregnado de cristianismo, pertence a um museu, ou, pelo contrário, é, todavia, capaz de incluir a cultura e doar os seus tesouros a toda a humanidade”, afirma na missiva enviada, segundo a Efe.

Francisco incentivou todos os países a “construir pontes para superar os conflitos declarados ou latentes” e a voltar a “colocar no centro a pessoa humana”, para que a Europa “seja um continente aberto e acolhedor” e continue a promover “formas de cooperação, não apenas económica, como também social e cultural”.