O papa Francisco denunciou hoje em Nairobi, primeira etapa na sua viagem a África, a radicalização dos jovens em “ataques bárbaros” e condenou toda a violência reivindicada em nome de Deus.

“O nome de Deus não pode justificar o ódio e a violência”, disse, diante dirigentes religiosos quenianos – muçulmanos, protestantes e anglicanos –, denunciando o facto de “jovens se terem radicalizado em nome da religião” para cometer “ataques bárbaros”, citando os massacres do Westgate Mall, de Garissa e de Mandera.

Francisco chegou a Nairobi na quarta-feira para uma visita de cinco dias por três países africanos - Quénia, Uganda e República Centro-Africana.

Os três países - que têm comunidades católicas significativas - têm sofrido com conflitos civis e violência, o que levou a um aumento das preocupações de segurança em torno da visita do papa.

“Mantenham-se fortes na fé e não tenham medo”, lê-se numa faixa na igreja de São José. Estes três países, dois anglófonos e um francófono, têm importantes comunidades católicas e vivem situações de tensão civil sangrentas.