O Papa Francisco surpreendeu, na quinta-feira, ao dirigir-se em espanhol a uma multidão reunida em frente ao Congresso americano, em Washington. A seu lado, o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, ficou visivelmente emocionado e foi visto as enxugar as lágrimas, embora se tenha esforçado por as conter.

"Bom dia. Agradeço o vosso acolhimento e a vossa presença. Agradeço às pessoas mais importantes que aqui estão: as crianças. Quero pedir a Deus que as abençoe", afirmou Francisco.

“Senhor, abençoe este povo, abençoe cada um deles, abençoe as suas famílias, dá-lhes o que mais necessitam, e peço-vos a vós o favor de rezarem por mim. Aos que não creem ou não podem rezar, que me desejem coisas boas", acrescentou o Papa, para delírio da multidão e de quem estava a seu lado na varanda.

Mais tarde, durante o discurso no Congresso, depois de ouvir o Sumo Pontífice apelar à abolição da pena de morte e a pedir pelos pobres, John Boehner voltou a não aguentar de emoção e teve que usar um lenço para enxugar as lágrimas.

O presidente da Câmara dos Representantes foi quem fez a Francisco o convite para intervir no Congresso. Católico devoto, John Boehner fez campanha por duas décadas para uma visita papal.

Conhecido por se emocionar, o presidente da Câmara dos Representantes chorou uma vez durante uma entrevista sobre o futuro da juventude da América, refere o jornal britânico "The Telegraph".

“Para um rapaz católico como eu, isto é uma coisa grande", afirmou Boehner à CNN, há duas semanas, sobre a visita do Papa.