Num encontro com jovens católicos, esta sexta-feira, o Papa Francisco apelou a esta geração mais nova de quenianos que “não se deixem levar pelo doce sabor da corrupção”,não se sintam tentados, e ajudem outros a não seguirem ideologias “fanáticas”.

A corrupção “é como o açúcar, doce, gostamos”, disse o Papa, que não se inibiu de admitir que “no Vaticano também há casos de corrupção”.


“Por favor, não se deixem levar por esse sabor a açúcar que é a corrupção”, concluiu, de acordo com a Reuters.

Um recado para jovens que também foi ouvido pelo presidente queniano, que esta semana viu o poder político ser abalado pela denúncia de vários casos de corrupção.

“O espírito do mal leva a uma falta de unidade. Encaminha-nos para o tribalismo, para a corrupção e para as drogas. Conduz-nos à destruição e ao fanatismo”, afirmou Francisco, segurando as mãos de dois jovens em palco e apelando para que não caiam nesses vícios.

Francisco continua a visita oficial ao Quénia, uma viagem perigosa, para a qual o Sumo Pontífice foi aconselhado a desistir face aos conflitos religiosos e étnicos que existem naquele país africano. O Papa, que esta sexta-feira deu conselhos aos jovens, não seguiu estas recomendações que lhe fizeram e, assim, depois de uma missa campal e ter percorrido artérias cheias de fiéis num papamóvel descapotável, também não se inibiu de falar de religião e corrupção num estádio lotado.  

Foto: EPA/Lusa