O Tribunal Supremo do Paquistão decidiu, esta sexta-feira, inabilitar o primeiro-ministro Nawaz Sharif considerando que está envolvido em empresas sediadas em paraísos fiscais e que foram denunciadas pelos documentos publicados na investigação Papéis do Panamá (Panama Papers).

Sharif já pediu a demissão na sequência da deliberação do tribunal.

Os cinco juízes do Supremo decidiram de forma unânime que Sharif devia ser “inabilitado” e ordenaram que o processo fosse enviado para o organismo judicial responsável pela luta contra a corrupção.

A sentença foi conhecida esta sexta-feira, mas o caso arrastava-se desde a altura em que o nome do primeiro-ministro surgiu nos documentos revelados pela organização internacional de jornalistas (“Panama Papers”) e que indicava que Sharif e familiares detêm empresas em paraísos fiscais.

Nawaz Sharif sempre negou todas as acusações.

Segundo a Reuters, um dos juízes do coletivo, Ejaz Afzal Khan, afirmou que Sharif não tinha condições para ser um "membro honesto do parlamento".