O governo de Malta, de centro esquerda, sobreviveu à moção de censura apresentada na sequência das informações reveladas pelos Papéis do Panamá, que envolvem o ministro da Energia e o chefe de gabinete do primeiro-ministro.

A sociedade de advogados Mossack Fonseca contactou dois bancos em nome de duas pessoas ligadas ao Governo de Malta para abrir uma empresa no Panamá.  

Após 13 horas de debate no parlamento, em que 50 dos 69 deputados pediram para falar, a moção de censura apresentada pela oposição foi derrotada por 38 votos contra 31, segundo a Lusa. 

O primeiro-ministro, Joseph Muscat, disse, durante a madrugada, na rede social Twitter que a expressão da votação “foi firme, sem ambiguidades” e que concede ao executivo toda a energia para continuar a trabalhar.