Há dois novos suspeitos líbios no atentado de 1988 a um avião da Pan Am sobre a cidade escocesa de Lockerbie e que matou 270 pessoas.

Segundo um comunicado conjunto divulgado pelas equipas de investigação escocesa e norte-americana, citado pela agência France Presse, os dois países acreditam ter provas “para tratar os dois líbios como suspeitos” e já pediram a colaboração do Governo líbio.

Abdelbaset al-Megrahi, um agente secreto líbio, é, até hoje, o único responsável julgado e condenado pelo ataque. Morreu em 2012 na Líbia, três anos depois de ter sido libertado pela Escócia, por motivos de doença.

Um porta-voz do Governo de Tripoli confirmou nesta sexta-feira, segundo a agência Reuters, que os dois suspeitos são Abdullah al-Senussi, um antigo chefe de espionagem de Kadhafi, que foi condenado à morte em julho por crimes, ocorridos em 2011, contra o ditador; e Mohammed Abu Ejaila, ao que tudo indica um especialista no fabrico de bombas. O primeiro encontra-se detido, mas sobre o segundo não foram avançadas mais informações.

O atentado de Lockerbie teve lugar dois anos depois de os Estados Unidos terem conduzido uma série de ataques sobre a Líbia que quase mataram Kadhafi.

A 21 de dezembro de 1988, um Boeing 747 da Pan Am, que voava entre Londres e Nova Iorque, explodiu sobre a cidade escocesa de Lockerbie, 38 minutos depois de ter levantado voo.

A bordo seguiam 259 pessoas, a maioria norte-americanos, mas na queda do avião morreram ainda 11 moradores de Lockerbie, num total de 270 vítimas.

Em 2003, depois de admitir responsabilidades no atentado, o regime de Kadhafi terá pago 2,4 mil milhões de euros de compensação às famílias das vítimas.